País insular do Extremo Oriente, formado
por um arquipélago com quatro grandes ilhas - Honshu, Shikoku, Kyushu e
Hokkaido - além de diversas ilhas menores,
totalizando cerca de 3400, localizadas entre o Mar de Okhotsk a norte, o Oceano
Pacífico a leste e a sul e o Mar da China Oriental e o Mar do Japão a oeste. O
nome do país, como é conhecido em várias línguas, vem do português 'Japão',
pois foram os navegantes de Portugal os primeiros ocidentais a estabelecerem
contato, no Século XVI, com os habitantes da ilhas. Os comerciantes de Malaca
chamavam o país pela forma malaia Japung ou Japang, que vem do chinês
Jih-pun-kuo, que significa 'país da origem do sol'. Em japonês, o nome do país
é Ni-pon, 'sol nascente', onde ni é 'sol' e pon, 'origem'. Dele, derivam em
português o elemento 'nipo' e o adjetivo 'nipônico'.
DADOS GERAIS
Geografia
- Área: 377.801 km²
- Hora local: +12h (em setembro de 2007)
- Clima: temperado continental
(N) e subtropical (S)
- Capital: Tóquio
- Cidades: Tóquio; Osaka; Yokohama, Nagoya, Sapporo, Kobe,
Kyoto
- Chefe de Estado: imperador Akihito (desde 1989)
- Primeiro Ministro: Shinzo Abe (desde 26 de Setembro de 2006)
- Partidos: Liberal Democrático (PLD),
Democrático do Japão, Novo Komeito,
Comunista Japonês, Social-Democrata
do Japão
- Legislativo: bicameral – Casa dos
Conselheiros, com 247 membros; Casa
dos Representantes, com 480 membros
- Constituição: 1947
Economia
- Moeda: iene
- Cotação 1: 115,19 (05 de setembro de 2007)
- PIB: US$ 4,5 trilhões
(2005)
Fontes: Banco
Mundial, IBGE, Banco Central do Brasil, time and date
HISTÓRIA
Estudos sobre a língua e a escrita
japonesa indicam que seu território sofreu sucessivas migrações coreanas e/ou
chinesas, que teriam formado comunidades maiores e com significativa
identificação cultural. O povo japonês, de características raciais mongólicas,
se formou como resultado das migrações asiáticas continentais. Estes grupos
teriam se unido em torno de um monarca, nos moldes de seus territórios natais.
A família imperial japonesa se mantém de forma contínua no trono desde o
princípio do período monárquico, no século VI a.C. Segundo a tradição, a
ancestralidade dos imperadores remonta às antigas divindades. O primeiro
imperador mortal foi Jimmu.
É possível dizer que a formação do Estado
imperial aconteceu a partir do Século VIII d.C, quando a corte, até então
nômade, fixou-se em uma capital permanente. Em
710, a imperatriz Gemmyo
mandou fundar a capital na cidade de Heijo-Kyo também chamada de Nara, na
planície de Yamato. Em termos urbanos, Nara ou Heijo-Kyo era uma cópia de
Chang-na, sede das dinastias chinesas dos Sui e dos T'ang: avenidas com traçado
retangular, em forma de tabuleiro de xadrez, ocupadas por mosteiros, templos
budistas, residências e palácios da aristocracia.
No Século IX, o Japão conheceu uma fase de
apogeu em sua civilização, curiosamente, quando o Japão cortou relações
diplomáticas com a China. A partir daquele momento, o país procurou se libertar
de sua ascendência cultural chinesa, passando a desenvolver sua própria
cultura.
À medida que parcelas cada vez maiores de
terras foram se concentrando nas mãos de administradores locais, os Daimyos,
aconteceu o fortalecimento e a ascensão dessa classe social. Surgiu, então, o
feudalismo no Japão. Gradualmente, os administradores começaram a repelir a
interferência de funcionários provinciais e centrais, e criaram forças próprias
para manter a ordem em suas áreas. Assim, o século X foi pontilhado pela
desordem e disputas entre os diferentes Daimyos. Como conseqüência, os
guerreiros se afiliaram a duas grandes ligas, lideradas pelas famílias Minamoto
e Taira, que se diziam imperiais. A luta irrompeu em Kyoto em 1156 e
1159. A primeira guerra - a
da era Hogen - foi provocada por uma disputa sucessória, após a morte do
imperador Toba, que tentou levar ao trono seu quarto filho Goshirakawa, em vez
de permitir que seu filho mais velho, Konoe, permanecesse como imperador.
Venceram os partidários de Goshirakawa e os líderes da oposição foram
executados. Goshirakawa reinou até 1158, quando deixou o poder, dando início a
um novo ciclo de disputas pelo poder.
No século XVI ainda perdurava a desordem e
a fragmentação no Japão, que chegou a ter, entre 1335 e 1392, duas cortes
imperiais. Contudo, no século XVI, o Japão foi novamente unificado sob a
administração Tokugawa. Esta unificação foi, em grande medida, alcançada pelos
esforços de três generais: Oda Nobunaga, Toyotomi Hideyoshi e Tokugawa Ieyasu.
Homens de grande capacidade militar, que criaram uma base estável para o
xogunato (a administração) Tokugawa, que durou até 1867, sendo que desde o
Século XVII já governavam o Japão a partir da cidade-castelo de Yedo (Tóquio).
Desde 1639 o xogunato Tokugawa
manteve uma política isolacionista em
relação ao mundo exterior, com a exceção de Nagasaki, onde postos comerciais
chineses e holandeses se instalaram sob permissão imperial.
Ao longo do Século XIX, o antigo sistema
político-econômico e social entrou
em crise. Camponeses
irrompiam em rebeliões, samurais e chefes locais se enfraqueceram por conta de
pesadas dívidas, e ainda, a pressão internacional, ávida por novos mercados,
forçava até com a ameaça de canhões (como foi o caso dos Estados Unidos), a
abertura do comércio com o exterior. Em 1867, o imperador foi obrigado a
renunciar por conta de pressões internas e externas. Começava ali a
modernização do país. Em menos de 50 anos, o Japão mudou de uma sociedade
feudal para uma potência mundial industrializada.
Em 1894-1895, venceu a guerra contra a
China e manteve a Coréia em seus domínios. Em 1904-1905, derrotou a Rússia na
Guerra Russo-Japonesa, anexando, inclusive territórios que estavam em poder dos
russos. Na I Guerra Mundial, lutou como aliado do Reino Unido, com quem tinha
assinado tratado em 1902. Pelos próximos anos seguintes, consolidou suas
posições na Ásia e no Pacífico.
Durante a década de 1930, o governo
japonês passou a adotar medidas similares às implantadas na Alemanha e Itália:
perseguição aos comunistas, estrito controle da educação, fortalecimento do
arsenal bélico e uma política exterior agressiva. Tais medidas, que
inicialmente visavam atender às reivindicações dos militares, acabaram por
culminarem na segunda guerra sino-japonesa (1937-1945), após a invasão da
Manchúria. O chamado "incidente chinês", de 1937, praticamente
colocou o poder no Japão em mãos dos militares.
O ataque japonês à base norte-americana de
Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, levou os Estados Unidos a
declararem guerra ao Eixo e alastrou o conflito a quase todo o mundo. Em agosto
de 1945, as bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki e a entrada da
URSS na guerra asiática forçaram a rendição. O ato formal foi assinado a 2 de
setembro de 1945, na Baía de Tóquio, a bordo do encouraçado norte-americano 'Missouri'
e deixava claro quais seriam as intenções americanas em relação ao Japão: a
rendição incondicional, o que significava a perda da soberania e da sua própria
independência.
Logo nos primeiros anos de paz, o Japão
procurou reconstituir sua economia, apesar de algumas cláusulas restritivas
contidas no tratado de rendição. Estas, porém, foram sendo gradualmente
revogadas. A restauração da independência, em 1952, ocorreu num momento em que
a economia nacional apresentava elevados índices de expansão. Esse progresso se
acentuaria até o final da década de 1960, quando o país manteve, por mais de
dez anos consecutivos, as mais altas taxas de crescimento do mundo. Hoje em
dia, o Japão está entre as cinco economias mais prósperas do planeta.
Atualmente o país é governado simbolicamente pelo imperador Akihito e de fato
pelo primeiro-ministro Shinzo Abe.
Fonte: IBGE
– Instituto Brasileiro de Geografia e Estatístic.
Fonte: IBGE
DADOS COMPARATIVOS Japão - Brasil – Rio Grande do Sul - (2005)
DADOS ECONÔMICOS
JAPÃO
BRASIL
RS
População Total (Milhões)
127,8
183,9
10,5
Área (km²)
377.801
8.500.000
281.749
PIB per capita (US$)
35.646
3.284
4.173
PIB (US$ bilhões)
4.559,020
604,0
51,5
Crescimento Anual do PIB (%)
2,6
4,9
3,4
Agricultura (% PIB) **
1,8
10,4
18,0
Indústria (% PIB) **
32,4
40,0
40,6
Serviços (% PIB) **
65,4
49,6
41,4
Expectativa de Vida (anos)
82,1
70,9
70,2
* Estimativas, sujeitas a retificação
Fontes: Banco Mundial, Fundação
de Economia e Estatística - FEE, Central
Intelligence Agency
** Os dados do Japão
destes tópicos, datam do ano de 2000
COMÉRCIO EXTERIOR
No ano de 2005,
a Balança Comercial do Japão apresentou os seguintes valores: total das
exportações US$ 565.761 milhões (FOB) e total das importações US$ 455.254
milhões (CIF). Na pauta das exportações e importações do Japão em relação ao
mundo destacam-se:
PRODUTOS MAIS EXPORTADOS (2005)
Part. %
Máquinas, aparelhos e material elétricos
21,80%
Veículos automóveis, tratores, ciclos
20,80%
Caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos
No que se
refere às relações comerciais do Brasil, para o ano de 2006, o Japão ocupa o 8º
lugar no ranking dos países destino das exportações brasileiras, e o 6º lugar no ranking dos países origem das
importações brasileiras
EVOLUÇÃO
DA BALANÇA COMERCIAL BRASIL - JAPÃO
US$
2006
Var. %
2005
Var. %
2004
Exportação
3.883.935.727
10,50%
3.476.104.750
20,37%
2.767.994.878
Importação
3.839.538.321
11,32%
3.405.032.030
15,75%
2.868.674.552
Saldo
44.397.406
-60,08%
71.072.720
241,66%
-100.679.674
Corrente
de Comércio
7.723.474.048
10,91%
6.881.136.780
18,09%
5.636.669.430
Fonte: MDIC/ALICE WEB
PRODUTOS
QUE O BRASIL MAIS EXPORTA PARA O JAPÃO - 2006
Descrição NCM
US$ (FOB)
%
MINERIOS DE FERRO NAO AGLOMERADOS E
SEUS CONCENTRADOS
821.724.912
21,16%
ALUMINIO NAO LIGADO EM FORMA BRUTA
580.193.981
14,94%
PEDACOS E MIUDEZAS, COMEST. DE
GALOS/GALINHAS, CONGELADOS
482.830.917
12,43%
MINERIOS DE FERRO AGLOMERADOS E
SEUS CONCENTRADOS
350.907.574
9,03%
CAFE NAO TORRADO, NAO DESCAFEINADO,
EM GRAO
265.838.328
6,84%
PASTA QUIM. MADEIRA DE N/CONIF. A
SODA/SULFATO, SEMI/BRANQ
MADEIRA DE NAO CONIFERAS,
EM ESTILHAS OU EM
PARTICULAS
63.149.829
1,63%
GRAOS DE SOJA, MESMO TRITURADOS
49.850.203
1,28%
Fonte: MDIC/ALICE WEB
PRODUTOS
QUE O BRASIL MAIS IMPORTA DO JAPÃO - 2006
Descrição NCM
US$ (FOB)
%
CAULIM
42.315.474
1,09%
FERRO FUNDIDO BRUTO NAO LIGADO, C/PESO<=0.5%
DE FOSFORO
29.292.557
0,75%
SULFETOS DE MINERIOS DE COBRE
26.542.427
0,68%
FIOS DE SEDA
25.432.168
0,65%
ACIDO GLUTAMICO
24.142.060
0,62%
CAFE SOLUVEL, MESMO DESCAFEINADO
23.270.500
0,60%
ALGODAO SIMPLESMENTE DEBULHADO,NAO
CARDADO NEM PENTEADO
21.430.392
0,55%
Fonte: MDIC/ALICE WEB
RELAÇÕES COMERCIAIS RS - JAPÃO
O Estado do Rio Grande do Sul está em 6ª
lugar no ranking das exportações (2,23%) brasileiras para o Japão, e em 7ª. lLugar nas importações (0,83%).
EVOLUÇÃO DA BALANÇA COMERCIAL RS - JAPÃO
US$
2006
Var. %
2005
Var. %
2004
Exportações
177.049.700
-24,2
233.545.876
-3,03
240.838.809
Importações
75.404.684
4,1
72.420.765
14,41
63.299.015
Saldo
101.645.016
-36,9
161.125.111
-9,25
177.539.794
Corrente de Comércio
252.454.384
-17,5
305.966.641
0,6
304.137.824
Fonte: MDIC/ALICE WEB
PRINCIPAIS PRODUTOS EXPORTADOS DO RS PARA O JAPÃO - 2006
Entre os 152 produtos que integram a pauta
de exportações do Rio Grande do Sul para o Japão, os vinte primeiros produtos
desta pauta correspondem a 99% da mesma
Descrição NCM
US$ (FOB)
%
PEDACOS E MIUDEZAS,COMEST.DE GALOS/GALINHAS,CONGELADOS
95.147.210
53,74%
MADEIRA DE NAO CONIFERAS, EM ESTILHAS OU EM PARTICULAS
63.149.829
35,67%
SUCOS DE UVAS
5.773.400
3,26%
CALCADOS DE COURO NATURAL
2.851.207
1,61%
PEDRAS PRECIOSAS/SEMI
997.775
0,56%
EXTRATO TANANTE, DE MIMOSA
955.000
0,54%
PNEUS NOVOS PARA MOTOCICLETAS
935.553
0,53%
CARNES DE CAVALO, ASININO E MUAR, FRESCAS,REFRIG.OU CONG.
815.443
0,46%
CARNES DE GALOS/GALINHAS, N/CORTADAS EM PEDACOS,CONGEL.
687.499
0,39%
GORDURAS E OLEOS VEGETAIS, MESMO REFIN.
584.139
0,33%
GUIAS DE VALVULAS, PARA MOTORES DE EXPLOSAO
501.450
0,28%
CALCADOS DE BORRACHA/PLAST
492.930
0,28%
PROTEINAS DE SOJA EM PO, TEOR PROTEINA EM BASE SECA>=90%
446.736
0,25%
SUCOS DE MACA
419.153
0,24%
CAFE SOLUVEL, MESMO DESCAFEINADO
368.907
0,21%
MAQUINAS E APARELHOS P/COLHEITA
325.310
0,18%
ENCHIDOS DE CARNE,MIUDEZAS,SANGUE,SUAS PREPARS.ALIMENTS
172.847
0,10%
OBRAS DE COURO NATURAL OU RECONSTITUIDO
164.958
0,09%
COUROS/PELES, BOVINOS
163.684
0,09%
FARINHAS E "PELLETS",DA EXTRACAO DO OLEO DE SOJA
138.020
0,08%
TOTAL DAS EXPORTAÇÕES
177.049.700
100%
Fonte: MDIC/ALICE WEB
PRINCIPAIS PRODUTOS IMPORTADOS PELO RS DO JAPÃO - 2006
Entre os 698 produtos que compõem a pauta
de importações do Rio Grande do Sul junto ao Japão, os vinte primeiros produtos
desta pauta totalizam 57,19% da mesma.
Descrição NCM
US$ (FOB)
%
PARTES E ACESS.
P/TRATORES E VEICULOS AUTOMOVEIS
6.754.430
8,96%
CENTROS
DE USINAGEM, P/TRABALHAR METAIS
6.381.211
8,46%
MAQUINAS
E APARELHOS DE IMPRESSAO POR OFSETE
5.509.874
7,31%
FOLHAS/TIRAS,
DE ALUMINIO, S/SUPORTE, GRAVAD. E<=110MICRONS
2.648.974
3,51%
TORNOS HORIZ.
P/TRAB. METAIS, C/CMDO. NUMER.
2.329.401
3,09%
ACUMULADORES
ELETRICOS
2.301.418
3,05%
MAQUINAS FERRAM.
A ELETROEROSAO, DE COMANDO NUMER.
1.888.527
2,50%
COMPOSTOS
HETEROCICL. C/CLORO, SEM FLUOR NEM BROMO