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28/08/2009

“Brasil deverá receber US$ 20 bilhões em investimentos de private equity nos próximos três anos”, diz Luiz Otavio Reis de Magalhães, sócio-fundador da Pátria Investimentos

O Brasil deverá receber US$ 20 bilhões em investimentos de private equity nos próximos três anos, revelou Luiz Otavio Reis de Magalhães, sócio-fundador da Pátria Investimentos, no 4° Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, que se realiza em Campos do Jordão. Apesar da crise, os investimentos em private equity vêm crescendo no Brasil, tendo passado de US$ 5 bilhões, em 2004, para US$27 bilhões em 2008. Em outras palavras, passaram de 0,6% do PIB a 1,7% do PIB em cinco anos, segundo Reis de Magalhães.

Como a criação de riquezas depende do capital humano, a educação torna-se o "mais importante recurso econômico na sociedade do conhecimento". A análise é do economista Paulo Guedes, sócio-fundador das Faculdades Ibmec e do Banco Pactual, atualmente estrategista do fundo de private equity BR Educacional, montado pela BR Investimentos. O Brasil já deu início a um ciclo longo de crescimento, afirmou Guedes. Segundo ele, associando capital humano a novas tecnologias, a educação é a "próxima fronteira" nesse processo.

Num quadro de problemas fiscais que vêm de longa data, o maior desafio que o país tem pela frente é o déficit previdenciário, afirmou o economista Fabio Giambiagi, chefe do Departamento de Gestão de Risco de Mercado do BNDES. Esse desafio ganha novas pressões com o recente acordo entre o governo e as centrais sindicais, Segundo Giambiagi, os gastos correntes do setor público subiram de 10% do PIB para 17% do PIB, entre 1991 e 2009. Mas o investimento público não saiu do lugar: ficou em 1,2% do PIB, no mesmo período.

Reis de Magalhães, Guedes e Giambiagi participaram da mesa-redonda "Perspectivas da economia brasileira na próxima década".


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