Boa
noite a todos.
Corretoras de valores, corretoras de commodities e profissionais
do mercado – juntos com Eduardo Rocha Azevedo (Presidente),
Luiz Masagão Ribeiro, Horácio Mendonça Neto
(Superintendente Geral) - bateram o martelo e abriram os pregões
da BM&F em janeiro de 1986.
Hoje, perto de completar 22 anos de existência, estamos
reunidos novamente - Corretores, brokers, dealers, profissionais
e convidados especiais - juntos com MFCN - Presidente e RJ –
Vice Presidente, para voltar a bater o martelo, comemorando outro
grande salto para a frente.
O fio condutor entre o presente e o futuro chama-se qualificação
e competitividade.
Senhoras, senhores,
O que estamos comemorando nesta noite é muito mais do
que imaginamos quando lançamos o Programa de Qualificação
Operacional, motivo deste evento. E é muito mais do que
os selos de excelência que serão distribuídos
nesta primeira rodada.
Os selos são importantes. Mas quero destacar outro fato
mais importante ainda do que o seu valor simbólico:
Quero destacar a virada espetacular nos padrões de negócio
das Corretoras.
A grande maioria respondeu ao desafio da qualificação
operacional em nível e padrões internacionais, indispensáveis
nestes tempos cheios de notícias sobre desmutualização,
fusões de bolsas em escala transnacional e globalização
dos mercados.
Quero deixar claro que todos os que ficaram na fronteira da concessão
plena dos selos, por bom senso e justiça, a tempo e hora
poderão ter seus méritos destacados e reconhecidos.
Das 66 Corretoras autorizadas, 35 se anteciparam e hoje recebem
o selo para o foco desejado e qualificado.
O Processo de emissão de selos é um processo contínuo.
Uma vez que a Corretora atenda todos os pré-requesitos
e haja compliance com os padrões de qualidade, o selo será
concedido. Isso pode acontecer a qualquer momento e a qualquer
hora. Hoje é a largada. Um Comitê de Certificação
foi constituído para essa finalidade. Amparado por um regulamento
e composto somente por Diretores da própria Bolsa –
dentre aqueles com mais expertise, relacionamento e conhecimento
da atividade de uma Corretora. A BM&F dará um tratamento
de divulgação aos novos selos que forem emitidos
com a mesma ênfase, através do site na Internet,
da Resenha, de Ofícios Circulares e da mídia em
geral.
Antes da entrega que será feita hoje, quero lembrar também
o que significa para uma instituição como a BM&F
uma virada nas páginas e um salto na história do
tamanho que estamos empreendendo.
Em nome dos profissionais da BM&F quero agradecer ao Conselho
de Administração pelas decisões corajosas
que tomou. Decisões dependem de vontade e de personalidades
fortes e independentes.
É a vontade que faz ser grande ou pequeno.
No exercício da presidência da BM&F Manoel Cintra
demonstrou ter a vontade de fazer, de construir e reconstruir
- que faz a diferença entre o homem comum e o estadista.
Mais do que vontade, Manoel Cintra também teve coragem,
usando sempre o dom de produzir concórdia. Aliás,
esse é um traço marcante de sua personalidade.
Pois se a coragem (Manoel) faz os vencedores, a concórdia
faz os invencíveis.
Nesta noite estamos comemorando a aliança da coragem de
mudar com a concórdia indispensável para conseguir
mudanças.
Como disse De Gaulle, deliberar é tarefa de muitos. Agir
é tarefa de um só.
Cada um dos senhores, agindo em suas corretoras, abraçou
as mensagens e decisões políticas que tomamos, agindo
para concretizar os sonhos e projetos que comemoramos nesta noite.
Partiram dos senhores Conselheiros, com base em sua experiência,
foco no cliente e percepção das oportunidades, as
deliberações e o estímulo às iniciativas
da área profissional que provocaram uma revolução
silenciosa nos padrões de qualidade e operacionais de todas
as Corretoras.
A vontade política é como o leme de um navio de
grande porte: se a mão não for firme, se vacilar,
leva a lugar nenhum, ou leva ao naufrágio.
Quero destacar as deliberações tomadas e o apoio
que este programa recebeu do senhor Presidente Manoel Felix Cintra
Neto e dos demais membros do Conselho de Administração:
Álvaro Vidigal, André Freitas, André Esteves,
Armênio Gaspar, Arnaldo Cezar Coelho, Edson Menezes, Joaquim
Ferreira, José Flávio Ramos, José Berenguer,
Júlio de Siqueira, Luiz Fernando Figueiredo, Marcos de
Souza Barros, Nelson Spinelli, Nelson Rocha, Norberto Giangrande,
Paulino Botelho, Rodolfo Fischer, Renato Junqueira (nosso Vice
Presidente) e Sérgio Doria.
Com base no apoio do Conselho a equipe do PQO realizou um trabalho
silencioso, com grande dedicação e entusiasmo. Lembro,
em particular, Paulo Oliveira, sócio diretor da Pro-Business,
que nos ajudou em muito na estruturação do PQO.
Em nome dos Diretores da BM&F, Verdi Rosa Monteiro, Nestor
Lourenço, Marcos Torres e Otávio Yazbek agradeço
a todos os demais diretores e colegas da BM&F que se empenharam
a fundo nesse Programa. À DPZ, nossos agradecimentos, através
de Tonico Ferreira e Sérgio Ribeiro, pelo profissionalismo
com que conduziram a campanha de divulgação.
Os resultados são muito claros, como podemos ver em alguns
quadros:
Indicadores de Controle
de Processo
1º Semestre de 2007 |
| Dados mais relevantes |
| Volume de negócios verificado no
período |
+ 66 % |
| Investimentos realizados em treinamento
no período |
+ 141 % |
| Investimentos realizados em Compliance
no período |
+ 163 % |
| Profissionais Certificados |
2.806 |
| Certificações
realizadas segregado por funções certificadas
|
3.844 |
O trabalho do PQO coincide com um período em que o volume
de negócios cresceu 66%.
Valeu a pena tomar iniciativas que aumentaram em 141% os investimentos
em treinamento e 163% em compliance e que levaram à certificação
de mais de 2.800 profissionais, desde o operador de mesa e de
plataformas eletrônicas, diretores de operações
e gerentes até o pessoal de back office.
As corretoras utilizaram mais de 29 milhões de reais (em
torno de US$15 milhões), entre verbas alocadas pelo Programa
de Qualificação Operacional e liberação
de recursos do FIF, como mostra o quadro seguinte.
PQO – OC 113/2006 – DG
Atualizado até 20/07/2007 |
| Itens |
Verba
disponibilizada (A) |
Verba
disponibilizada (B) |
Saldo
final
(A) - (B) |
| Item 1 - Horas de Consultoria |
R$ 5.544.000,00 |
R$ 4.320.734,09 |
R$ 1.223.265,91 |
| Item 2A - Sistema de Gravação
|
R$ 9.900.000,00 |
R$ 7.613.393,38 |
R$ 2.286.606,62 |
| Item 2B - Softwares/ Equipamentos |
R$ 6.600.000,00 |
R$ 4.183.589,42 |
R$ 2.416.410,58 |
| Item 2C - Treinamento /Aprim. Website |
R$ 9.900.000,00 |
R$ 5.857.738,05 |
R$ 4.042.261,95 |
| Item 2D1 - Gerenciamento de Risco |
R$ 6.600.000,00 |
R$ 2.586.105,40 |
R$ 4.013.894,60 |
| Item 2D2 - Profissional de Risco |
R$ 7.920.000,00 |
R$ 1.680.979,10 |
R$ 6.239.020,90 |
| Item 2E- Plano de Negócios |
R$ 3.300.000,00 |
R$ 1.570.677,59 |
R$ 1.729.322,41 |
| Total geral para 66 Corretoras |
R$ 49.764.000,00
|
R$ 27.813.217,03
|
R$ 21.950.782,97
|
| Liberações do FIF
para aquisição de equip. informática/soluções
e softwares |
R$ 1.520.000,00 |
|
| Total Geral de Verbas Utilizadas
pelas corretoras em decorrência do PQO |
R$ 29.333.217,03 |
|
A resposta ao desafio do PQO é espetacular, também,
noutro capítulo particularmente importante, tanto para
o investidor local quanto para o investidor global: a capacidade
da Bolsa e de seus Corretores para exercer a auto-regulação.
Nesta noite em que temos o prazer de receber a nova Presidente
da CVM, Maria Helena Santana, queremos deixar registrados mais
alguns resultados obtidos pelas Corretoras, em linha com as melhores
práticas de regulação e auto-regulação
do mercado.
| Indicadores de performance
das Corretoras 1º semestre de 2007 |
| Item |
Evolução no período |
| Ocorrências
de Violação do horário limite para atendimento
à Chamada de Margem |
- 82 % |
| Ocorrências
de Estornos de Chamada de Margem |
- 41 % |
| Ocorrências
de Solicitação de Correção de
Negócios no GTS |
- 89 % |
| Ocorrências de Solicitação
de Cancelamentos de Negócios no GTS |
- 76 % |
| Ocorrências de Solicitação
de Correção de Negócios no Viva Voz |
- 31 % |
| Ocorrências de Solicitação
de Cancelamento de Negócios no Viva Voz |
- 32 % |
As Corretoras registraram ganhos significativos em todos os itens
relevantes para efeito de auditoria e compliance, posicionando
o ambiente dos negócios conduzidos na BM&F nos mais
altos níveis de gestão de risco. VOLTAR AOS ITENS
DO QUADRO.
O resultado desse trabalho nos deixa em condição
confortável para enfrentar os desafios colocados pelas
mudanças vertiginosas no cenário global das bolsas
de derivativos em geral, e de futuros em particular.
Ao adotarmos como slogan BM&F, Aberta para o Mundo, sabíamos
perfeitamente o tamanho do desafio que vamos enfrentar.
Com base no trabalho realizado e na vontade política que
abriu caminho para os selos que serão distribuídos
nesta noite, vejo a BM&F e seus brokers em condição
de enfrentar o futuro com a mesma garra com que foi criada.
| 20 maiores bolsas de futuros do mundo |
| Bolsa |
Volume de
contratos (*) |
| 1ª - Chicago Mercantile Exchange (CME)
|
185.888.144 |
| 2ª - Eurex Deutchland (Eurex)
|
159.006.373 |
| 3ª - Chicago Board of Trade (CBOT) |
132.165.307 |
| 4ª - Euronext |
76.677.657 |
| 5ª - Bolsa de Mercadorias &
Futuros (BM&F) |
56.439.038 |
6ª - New York Mercantile Exchange (Nymex) |
46.187.549 |
| 7ª - Mercado Mexicano de Derivados (MexDer) |
23.168.872 |
| 8ª - National Stock Exchange of India (NSE)
|
31.670.637 |
| 9ª - ICE Futures |
22.441.168 |
| 10ª - Dalian Commodity Exchange (DCE) |
16.561.370 |
| 11ª - London Metal Exchange (LME) |
14.606.977 |
| 12ª - JSE Securities Exchange South Africa
|
12.732.357 |
| 13ª - Multi Commodity Exchange of India
(MCX) |
11.499.523 |
| 14ª - Sydney Futures Exchange (SFE) |
10.777.719 |
| 15ª - OMX Exchanges |
10.004.549 |
| 16ª - Korea Exchange (KSX) |
9.224.815 |
| 17ª - Osaka Securities Exchange (OSE) |
8.550.254 |
| 18ª - Tokyo Commodity Exchange (Tocom)
|
7.470.036 |
| 19ª - Tokyo Financial Exchange (TFX) |
7.196.858 |
| 20ª - New York Board of Trade (Nybot) |
6.701.688 |
Há um preço a pagar para chegar ao topo do ranking
e manter a posição entre as cinco maiores bolsas
de futuros do mundo.
Para concluir, quero uma vez mais chamar a atenção
para a velocidade dos fatos no mundo em que vivemos. Quando a
Futures Industry Association divulgou este quadro, a BM&F
estava em quinto lugar no ranking. Com a fusão da CME e
CBOT passamos para o seleto grupo das quatro maiores do mundo.
Manter ou melhorar essa posição é um grande
desafio, tanto para a Bolsa quanto para os seus Corretores.
O evento desta noite mostra que todos estão dispostos
à luta com a garra dos que buscam a excelência e
se dispõem a brigar, como os melhores atletas olímpicos,
por nada menos que o ouro.
A boa semente foi plantada.
E irá frutificar.