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25/07/2008
Discurso de Edemir Pinto, diretor presidente da BM&FBOVESPA, no evento do Novo Mercado
 

Senhoras e senhores,

 

Em nome da presidente da CVM, Maria Helena Santana, gostaria de cumprimentar e parabenizar os principais articuladores da iniciativa do Novo Mercado, entre os quais o presidente do Conselho de Administração da BM&FBOVESPA, Gilberto Mifano.

Agora que o Novo Mercado se tornou uma grife internacional, poucos se lembram do esforço imenso que houve no seu início e do descrédito enfrentado para levar adiante a iniciativa.

Foram essenciais ao sucesso dessa empreitada o empenho de Mifano e da equipe profissional da Bolsa, o apoio do Conselho de Administração e a contribuição decisiva das autoridades do mercado de capitais e financeiro à época, aqui representadas por José Luiz Osório, ex-presidente da CVM.

O Novo Mercado é sinônimo de compromisso. Compromisso com regras rígidas de governança corporativa, com transparência, com ética nos negócios. Mas de nada serviria esse compromisso se não houvesse empresas dispostas a assumi-lo. São as empresas listadas no Novo Mercado que renovam diariamente esse compromisso na rotina de suas práticas de relacionamento com os acionistas, com os reguladores, com a Bolsa e com o mercado em geral. Nossos parabéns a todas as empresas listadas no Novo Mercado. Este almoço foi oportunidade que encontramos para reuni-las e agradecer aos senhores e senhoras que as representam por terem escolhido a BM&FBOVESPA como a sua Bolsa e o Novo Mercado como seu segmento de listagem.

De nossa parte, é também sagrado o compromisso da BM&FBOVESPA com os princípios que norteiam e inspiraram o Novo Mercado, como o rigor com a auto-regulação e a busca incessante pela ampliação da base de investidores do País.

O Novo Mercado é um de nossos principais produtos. Sua consolidação nos autoriza a afirmar que a BM&FBOVESPA está preparada não só para o forte crescimento interno de investimentos que o Brasil precisa, como para dar continuidade ao processo de internacionalização de nossa economia, transformando a Bolsa brasileira em um grande pólo financeiro mundial.

Com a integração entre a BM&F e a BOVESPA, a bolsa brasileira configura-se como um centro de negócios e de liquidez no mercado de ações, de commodities e de ativos financeiros.

As oportunidades são muitas. Os desafios são maiores ainda. Mas a BM&FBOVESPA está apta a disputar investidores locais e internacionais com qualquer bolsa do mundo. Temos credibilidade e transparência para assegurar o acesso dos mais diversos investidores, de pessoas físicas a fundos internacionais. Nosso plano de expansão de curto prazo contempla a América Latina. Vamos atrair participantes desses países para investir no Brasil e listar suas empresas aqui.

A BM&FBOVESPA se prepara para lançar, por exemplo, um segmento de listagem para BDRs com governança. Os estudos estão adiantados e o objetivo é permitir que as empresas estrangeiras possam se beneficiar da mesma estrutura criada para o Novo Mercado, ou seja, mais transparência e direitos para os acionistas e uma câmara de arbitragem para assegurar a aplicação desses direitos. Isso vai reforçar a iniciativa do Novo Mercado, ao estender seus benefícios para companhias de fora do País.

Não poderíamos deixar de buscar agressivamente os mercados internacionais nesse momento. O País vai receber mais recursos com a conquista do investment grade, um avanço construído também por vocês, empresas com nível mais elevado de governança corporativa. Mas o investment grade vai significar mais competição. E as empresas vão precisar investir para dar conta desse cenário.

No passado, uma crise como a do mercado de hipotecas nos EUA teria nos atingido em cheio. Agora, em meio a essa turbulência, a economia brasileira segue seu rumo. Tivemos novas operações de abertura de capital, como a da OGX, a maior oferta inicial de ações da história do mercado brasileiro. Tivemos também a oferta pública global da Vale. Foi a maior oferta de ações já realizada por uma companhia de mineração no mundo. Enquanto nos últimos meses o fluxo de investimentos estrangeiros em ações foi negativo, as pessoas físicas não só mantiveram suas posições, como ampliaram suas compras, colocando-se como contraparte desses investidores externos.

Isso mostra como é importante uma base acionária ampla e como o País mudou. É esse futuro transparente, como o Novo Mercado, que queremos para o Brasil. Queremos mais investidores. Vamos ampliar e intensificar os programas de popularização dos mercados, mostrando às pessoas e às empresas que a Nova Bolsa serve ao futuro como instrumento de poupança e como ferramenta de proteção e seguro.

Assim, aproveito aqui a ocasião para anunciar em primeira mão uma de nossas primeiras iniciativas: o BM&FBOVESPA vai ao campo. Da mesma forma que a BOVESPA fez com muito sucesso os programas Bolsa vai à praia, Bolsa vai à fábrica, dentre outros, vamos também ao campo. Vamos vender a idéia de que a Nova Bolsa é o lugar para se pensar no futuro. Seja para fazer sua poupança em ações, seja para se proteger das oscilações de preço da produção agrícola.

Essa é a Nova Bolsa.

É nesse novo Brasil, é nesse Novo Mercado, formado pelas empresas que os senhores e senhoras representam, em que apostamos e acreditamos.

Muito obrigado.